Carnaval das Fadas

Carnaval das Fadas Era o primeiro dia de carnaval e a cidade fervia, luzes coloridas, roupas coloridas, muita música, vontade de alegria estampada no rosto de quem passava, mas pra mim nada daquilo fazia sentido, no primeiro dia de carnaval eu já estava completamente enfeitiçado por uma fadinha que dançava sapeca na minha frente! Não conseguia tirar os olhos dela, sorriso largo, cabelo solto, o corpo dela fluía com a música, sensual pra cacete! Tentei disfarçar minha cara de bobo, mas ela percebeu, os cabelos esconderam, mas eu a vi sorrindo por de traz das mechas longas. Vi também outros caras, cercando, marcando território, não gostei. Foi quando começou uma confusão próximo de onde ela estava, larguei meus companheiros e entrei no meio da “muvuca”, segurei -a  pela cintura e puxei pra fora do tumulto. Vi seus olhos piscando de susto e surpresa, as asas da fantasia pareciam bater de verdade de tanto que ela tremia. -Você está bem?  - Perguntei. Ela fez que sim com a cabeça e um brilho intenso iluminou seu olhar. – Obrigada! Ela disse, com a voz que só as fadas têm. Senti o tempo parar por uns segundos. -É melhor sairmos daqui, a briga parece que não acabou – Eu disse - na verdade eu nem sabia, só estava tentando ter mais alguns minutos com ela. Caminhamos um pouco, nos afastando do centro da cidade e chegamos à praia, já estava quase escurecendo, a praia vazia, de um lado o bater das ondas e do outro a música ao longe, tocando as marchinhas de carnaval. Nos encostamos em uma pedra, eu não sabia exatamente o que dizer, mas não queria que acabasse. -E então, você é da cidade? - Ela me perguntou, disse que não, que era de Minas e ela também disse que não era dali, que estava com as amigas passando o carnaval. Ela tirou uma canga da bolsinha que trazia pendurada atravessada no ombro e deitamos na areia, antes eu a ajudei a tirar as asas. Ficamos horas conversando, segurei sua mão pequena, acariciei seu rosto delicado, ela tinha um cheiro bom, de brisa fresca e de céu azul. Melhor mesmo foi quando pude beijá-la, gosto de fruta doce que eu nunca comi. Me virei e fiquei por cima dela, senti seu corpo quente, seus olhos sorriam. Eu nunca tive uma noite tão especial. O nome dela era Bianca, só descobri isso no final da noite, quando a levei pro hotel em que ela estava hospedada. Ficamos juntos durante todo aquele carnaval. Ainda falo com ela, nos encontramos às vezes, é sempre especial. Eu sempre quis contar essa história, sobre uma fadinha e um carnaval que eu nunca esqueci!








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