Não estou falando de amor

Quando você me chama eu vou. Não sei que força é essa que me faz atravessar toda essa montanha que existe entre nossos mundos. Às vezes, eles até se parecem, às vezes tento ver coisas minhas em você, mas acho que sou eu quem as crio, porque sei que se parar pra observar por mais alguns segundos, a visão vai ficar embaçada. O que sei é que meu corpo gosta disso tudo. É como um vício? Talvez. Só sei que essa noite eu vou me entregar mais uma vez, vou me arrumar, colocar minha melhor roupa, só pra você nem reparar nela e tirá-la antes que eu possa respirar, vou pentear meus cabelos até que não sobre nem um fio fora do lugar, só pra você despenteá-lo e me fazer voltar pra casa feito uma louca, e mesmo depois de um banho demorado, vou voltar exalando seu cheiro pelo meu corpo e na minha cabeça vai estar aquela canção que você colocou pra tocar e na volta quando entrar no meu carro vou dirigir feito uma colegial que pegou o carro escondido dos pais, porque minha garganta ainda vai estar seca de adrenalina e felicidade. Talvez você tenha sentido o mesmo, talvez esteja com o mesmo sorriso bobo que não quer sair do meu rosto, talvez meu gosto tenha ficado na sua boca. Mas sei que vai durar pouco, porque minha lembrança no seu mundo se desmancha assim como a sua no meu vira lenda.




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