Sem título e sem dono


Minhas mãos suadas ao tocar a maçaneta prateada, me mostraram o quanto minha vontade ansiava por encontrá-la. Ao adentrar a sala, em uma penumbra contrastada ao taco frio e desbotado, a vi despojada no sofá. A música ao fundo, vinda do rádio, preenche todo o vazio...No centro, a mesa, a garrafa de vinho e uma única taça, manchada de batom rosa...A alça do vestido caído deixa a mostra sua pele branca eternizada pelas marcas da tatuagem.Tiro o 'blazer', levanto os olhos e passo por cada parte de seus corpo delineado as plumas, penas e algodão do macio sofá que recebeu a maciez daquele corpo. Sinto o cheiro. Ainda sem saber o que é, digo "Bom dia". Ao me aproximar, o perfume de chiclete que gosto...Ele está esparramado por todo seu corpo...Suas mãos se levantam, o vestido acompanha enquanto suas pernas ficam de fora...Parado a sua frente, nitidamente focado em seus olhos, tiro minha gravata prateada, a estico de forma linear a meu corpo. Aproveite a peça de minha veste e amarro seus pulsos a beira do sofá de madeira. Ela ajeita seu corpo, minha mão direita desce por seus braços até seus pescoço de onde desabotoo seu cordão. Minha mão toca seu rosto, seus lábios, e descem até a alça do vestido que está praticamente caído... com a ponta de meus dedos, sinto sua pele arrepiar enquanto suspira. Tiro meu cinto vagarosamente. Prendo seus pés delicados ao sofá. Suas pernas inclinadas, seus joelhos no alto, passo a mão na taça de vinho e delicadamente derramo pelos joelhos. O risco vermelho do vinho marca suas pernas e coxas...Ela levanta a cintura e suas pernas ficam a mostra...sua pele empipocada e seu perfume ainda mais forte. Eu pergunto: "Você confia em mim?", ofegante ela responde: - sim. Sinto o sangue latejar em minhas veias. Seguro seu vestido com as duas mãos na altura do decote... raaaaaaaaaaaaacre. Puxo, com força, até rasgá-los aos pés... inclino-me  enquanto minhas mãos descem por sua barriga, ultrapassam a cintura... Sinto ela gemer mais forte ao  tocá-la, um grito e sinto seu corpo me querer!

Autor Anônimo.

(p.s: Algumas partes do texto, foram cortadas)



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