a cor do leite - Nell Leyshon

"eu não queria escrever isso. eu não queria ler isso.” 
(pág 95)
Ufa! Acabei!


Quem me indicou esse livro foi uma amiga que sempre amo as sugestões de leitura que ela dá. E quando comecei a ler “A cor do leite”, confesso que pensei: “Puxa, dessa vez ela errou. Que graça tem nesse livro?” E agora, ao terminar, posso dizer que me surpreendeu. Deu uma reviravolta e amei!


“a memória guarda coisas que a gente não quer nunca mais ouvir falar e não importa quanto a gente tenta tirar ela da cabeça. elas voltam.” (pág 119)


Vamos lá: Para começar...o livro é todo escrito em letra minúscula. A narradora, Mary, matuta, 15 anos, língua afiada e cabelo da cor do leite. Mora numa roça e não tem estudo. Me senti sentada num banquinho, em 1831, ouvindo-a falar. Senti vontade comer o queijo, senti o cheiro do chá. Consegui visualizar o avô e até a casa, tudo! O livro tem o poder de nos transportar para dentro do mundo de Mary.


“felicidade nunca encheu barriga de ninguém.” (pág 19)


Em nenhum momento achei o livro ruim; apenas fiquei esperando o que ela ia contar, o que ia acontecer. E posso garantir: Ninguém imagina a carga emocional que carrega esse livro. 



Ao concluir, pensei: Hein??? Como assim? Fiquei com cara de idiota olhando para o livro. Pensando no que eu poderia fazer por aquela adolescente, tão mais madura que eu.



Outro ponto positivo: Aprendi muito com a personagem. Ela possui um jeito cativante e simples. Vê o mundo de forma espetacular!


“a gente só vive uma vez. a gente vai logo morrer e quando olhar pra trás vai perceber a vida miserável que a gente teve, e não precisa ser assim.” (pág 74)

“tenho tido problema a vida toda, mas eu nunca vou parar de falar o que eu acho.” (Pág 5)

“na verdade, meu objetivo é nunca me preocupar com nada. A vida pode ser de trabalho ou prazer. eu escolho o último.” (Pág 69)

"não tem nada que me aborreça. se eu não posso fazer nada pra mudar uma coisa, então, eu não deixo ela me chatear.” (pág 99)


Indicado! Não deixem de ler!



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