Nunca subestime a vida dos velhos sentados nos bancos de praça

Olá, pessoal! Como o sábado pipoca é destinado à postagens sobre diversão. Posso postar sobre filmes, livros, músicas... afinal, no meu mundo, isso também diversão!!!
Uma das coisas que mais me divertem, é escrever! Me apropriar dos sentimentos alheios, e defendê-los como se fossem meus, me deixa absolutamente eufórica e feliz!!!
Dois amigos e eu, estamos trocando uns textos com um tema escolhido por um de nós três.
Desta vez, eu escolhi! E trouxe para o blog do clube!
O tema é: Nunca subestime a vida dos velhos sentados nos bancos de praça.
Espero que gostem!
Bjus coloridos!
Pit Larah


Eles olham para o tempo e conversam com ele como se nada mais importasse. Conseguem conversar com os animais e sorrir como se entendessem suas respostas. 
Eles têm as receitas dos melhores remédios contra enxaqueca e dor nas costas e sempre têm um grande conselho depois de te convidar para sentar-se ao seu lado.
Eles são velhos! Andam como se o mundo estivesse parado, esperando que eles cheguem ao seu destino. Arrastam-se porque pesam-lhes as pernas, pesam-lhes a vida! Não têm mais pressa, porque não querem chegar ao final de sua jornada, e se assustam quando deitam e percebem o quanto querem acordar no dia seguinte.
Eles choram, temem a solidão e se desesperam quando lembram de sua amiga ceifeira que pode chegar para visitá-los a qualquer instante. Mas seus olhos, ainda demonstram serenidade!
A memória começa a falhar. Recortes da vida passam aleatoriamente, mas não se encaixam. Eles tentam fazer com que tudo faça sentido, mas as pessoas tendem a não ter paciência em ouvir a mesma história pela 10º vez! Eles querem falar, para se ouvir! Querem permanecer presentes em suas próprias mentes, até que o fim lhes arranque a dádiva de acumular memórias. 
Nunca subestime a vida dos velhos sentados nos bancos de praça! Eles são o acúmulo de diversas vidas, diversos tempos... parecem fortes, mas são tão frágeis! Parecem frágeis, mas são tão fortes! Parecem doces, mas possuem muitas amarguras... 
Eles não lutam mais contra seus demônios, botam todos para fora e não se envergonham se alguém os veja. 
Eles possuem histórias lindas e esperam que alguém tenha tempo de ouvi-las. Entre um cochilo e outro, querem alguém que se admire com suas aventuras e desventuras, e por toda aquela história acumulada nas linhas tortas de uma mão enrugada!





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