Desafio 642: A primeira vez olhando as estrelas através de um telescópio.

Se existe algo que fascina por sua grandiosidade, beleza e mistério, sem dúvida alguma posso dizer que é o céu estrelado, salpicado de milhões de pontinhos luminosos e coloridos, dos mais diversos tamanhos.







Não conheço uma criança curiosa que não se encante com as estrelas e os planetas, suas órbitas e a história de suas existências. Mas olhar o céu vai muito além de apenas contemplar sua beleza. É também entender que lá em cima, viajando espaços, há um pouco de nós e de nossa essência, assim como aqui, presa na gravidade, dentro de nossos corpos, há também uma parte dessa essência que compõe os astros que gravitam na imensidão. É por isso que algumas pessoas não entendem porque não se sentem “um nada diante daquilo tudo” – sentem, isso sim, uma forte atração quando têm o privilégio de desfrutar de um céu repleto de estrelas. Essa atração inexplicável nos puxa lá pra cima, como se pudéssemos levitar, suave e lentamente, e de repente estamos lá, girando, nos sabendo parte integrante de algo tão grandioso e belo, que não há palavras possíveis de explicar. Então, de olhos fechados, apenas nos entregamos ao mistério e flutuamos...







As luzes que nos chegam hoje numa noite brilhante não são luzes de agora. São o brilho das estrelas que morreram, cuja luz ainda viaja no espaço. Lindo, não? É como se o Universo nos dissesse: ninguém desaparece por completo. Mesmo que morra, se tiver vivido de forma resplandecente, seu rastro de luz ainda permanecerá por muitos e muitos anos...







Na música, na poesia, no cinema e na literatura, seus encantos e beleza já foram muitas e muitas vezes homenageados, recitados, cantados. Seus mistérios nos fascinam e assombram, num amalgamado de admiração e medo.






Objetos Perdidos





Os guarda-chuvas perdidos... Aonde vão parar os guarda-chuvas perdidos? E os botões que se desprenderam? E as pastas de papéis, os estojos de pincenê, as maletas esquecidas nas gares, as dentaduras postiças, os pacotes de compras, os lenços com pequenas economias? Aonde vão parar todos esses objetos heteróclitos e tristes? Não sabes? Vão parar nos anéis de Saturno, são eles que formam, eternamente girando, os estranhos anéis desse planeta misterioso e amigo.


Mário Quintana




Star Wars (Guerra nas Estrelas)





Interestelar




O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams




Quando criança, era fascinada por toda essa beleza. Cresci e ainda conservo o mesmo fascínio de antes. Até pedi um telescópio de presente de natal certa vez. Mas as prioridades eram outras e eu tive que me contentar em olhar pro céu com meus olhos de criança, menos poderosos em alcance e precisão, mas infinitamente mais sonhadores e com lentes de aumento potencializadas pela minha fértil imaginação.

Assim, se o tempo estiver bom hoje à noite, saia para uma caminhada noturna. Pegue o carro, vá para uma estrada e pare por alguns minutos para contemplar o que as luzes da cidade, tão artificiais, já não nos permitem ver. 







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