Sentimentos Cinematográficos - MATILDA

Clássicos anos 90 - MATILDA (1996)

Estou muito contente de falar desse filme, já assisti várias vezes e é um desses filmes que sempre passam na "Seção da Tarde" e muitos já devem ter assistido. O que talvez poucos saibam é que ele é uma adaptação do Livro de mesmo nome do Autor de literatura infanto-juvenil Roald Dahl, que, além de Matilda, escreveu outros clássicos como "A fantástica fábrica de chocolate" e "James e o pêssego gigante", que também se tornaram filme.
O livro traz uma narrativa mais densa  a história que o filme, os personagens são mais cruéis e a trama gira em torno do tratamento dos adultos para com as crianças e a maneira como elas reagem e se defendem e como seus comportamentos muitas vezes visto como rebeldia e resistência, nada mais são do que o reflexo do comportamento dos adultos.



O filme é dirigido e estrelado por Danny DeVito, que faz o pai de Matilda (Mara Wilson), uma menina superdotada, apaixonada por livros que cresce numa família de classe média que vivia na frente da televisão e não dava a menor importância pra sua criação. Ela aprende a se virar sozinha em meio ao caos em que vive criando estratégias para viver seus dias da maneira que ela gostava. Matilda ia escondida para a biblioteca da cidade e com 5 anos já tinha lido todos os livros da seção infantil e começa a se aventurar por outras áreas literárias. Só ao completar 6 anos de idade, quando Matilda vai finalmente para a Escola que ela conhece a professora Honney (Embeth Davitz), realmente um doce de pessoa, que além de incentivá-la, a defende. Na escola Matilda também encontra a diretora Agatha Trunchbull (Pam Ferris) que é autoritária e cruel, e que não compreendia como Matilda podia saber de tantas coisas. Com uma capacidade desenvolvida, Matilda descobre que tem poderes mentais como mudar objetos de lugar e com o apoio da professora, usa isso pra mudar o ambiente a sua volta. No final, os pais abrem mão da guarda  de Matilda para que ela seja criada pela professora, uma atitude ao mesmo tempo difícil de se compreender, mas talvez a mais nobre que já fizeram pela filha.
A história é divertida, mas tensa durante todo o filme, porque nos faz refletir como os adultos podem ser cruéis e inibidores na vida de uma criança, mas também é um filme libertador, que nos enche de coragem e de vontade de mudar as coisas, de não aceitá-las como são sabendo que sempre encontraremos amigos em quem nos fortalecer. Assim como nosso Clube!


"(...) Era gostoso levar uma bebida quente para o quarto e deixá-la a seu lado enquanto lia quietinha, durante a tarde, na casa vazia. Os livros a transportavam para mundos novos e apresentavam pessoas diferentes que viviam vidas incríveis. Matilda navegou em veleiros antigos com Joseph Conrad. Foi para a África com Ernest Hemingway e para a Índia com Rudyard Kipling. Viajou pelo mundo todo, sentada em seu quartinho, numa cidadezinha inglesa. Pág 16


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha - O segundo sexo

Feminismo, por Ayn Rand

Viagens literárias: Mergulho no mar