Minha Carta de Liberdade



Liberdade, palavra que só de fato fez sentido em minha vida quando você se foi. Sim, eu estou feliz sem você e, essa é a minha carta de liberdade. A melhor definição para "liberdade" é dizer que ela é algo que cresce dentro da gente, e só se torna real quando nos faz transbordar, quando faz nossos sonhos e objetivos transbordarem. E eu não estou nem ai se você não gosta daquela minha blusa por ser curta demais, ou quem sabe daquele meu tênis que já está bem velho, não preciso mais assistir ao meu "santo futebol de todo domingo" me preocupando se você está xingando o juiz por não ter marcado aquela falta grave. Falta grave? Falta grave foi eu ter me aprisionado em um imenso vazio que se resumia a você. Sabe o que é grave? Deixarmos de sonhar por culpa de outras pessoas, mas, quer saber? Quando isso acontece, a culpa não é de ninguém a não ser nós mesmo. Nós estamos a todo tempo nos diminuindo, cortando-nos por cima e pegando bem pouco do nosso conteúdo e oferecendo para a vida. Qual é? A vida precisa de gente que quer ser MAIS. Mais do que foi ontem, mais do que foi mês passado e até mesmo, mais do que foi naquele último verão. E ouça bem meu querido, hoje eu sou essa pessoa MAIS e não aquele tipo de pessoa MAS. A vida não quer e nem merece desculpas forjadas, roupas rasgadas, garrafas quebradas e palavras mal poetizadas. A vida sou eu, e eu não me "vendo" por menos que uma boa poesia e um copo de leite com açúcar e canela, pois é, continuo com a minha velha mania de comer e beber doce exageradamente. Sempre fui exagerada. Mas você sempre foi bem menos do que isso e, não pense nessa carta como um julgamento, eu sabia do risco que corria ao me "entregar ou quase me entregar" a você. Eu calculei o risco, coloquei em uma tabela e fui, e bem, como você ainda deve saber, eu nunca fui muito boa com matemática, eu me esqueci disso e veja no que deu. Eu me perdi no labirinto que me ligaria a saída do caos que era você. Não queria que essa viagem no tempo terminasse assim e, bem, se você quiser ela não precisa terminar agora. Fique mais um pouco, pegue um chá e talvez uma revista italiana, como você preferir. Tenho exatamente quarenta e oito minutos até a próxima parada do trem, e depois? Bom, acho que apertamos as nossas mãos e seguimos como estranhos na vida. Sei lá, essa é só a minha carta de liberdade.

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